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História

História DCC/CP

O Departamento de Cardiopatias Congênitas e Cardiologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Cardiologia foi criado nos idos de 1973 sob muito entusiasmo, decorrente da liderança de Rachel Snitcowsky, que unia os cardiologistas pediátricos de todo o Brasil, em prol do desenvolvimento da especialidade, incipiente na ocasião. A busca dos ideais da especialidade se tornaram patentes com diferentes marcos de sua trajetória, decorrentes da adoção de condutas enérgicas e sábias. Neste início, a dinâmica clínico-cirúrgica era baseada, primeiro no diagnóstico clínico das cardiopatias proveniente da análise conjunta da história clínica, do eletrocardiograma e da radiografia de tórax, e daí invariavelmente complementado pelo cateterismo cardíaco diagnóstico. Por seu lado, a indicação cirúrgica e o momento da intervenção eram imprecisos, dado o desconhecimento da história natural das cardiopatias além da inadequação das técnicas cirúrgicas, com recursos insuficientes. Na evolução, os alicerces clínicos da especialidade foram sendo consolidados pelo melhor entendimento fisiopatológico e da história natural das cardiopatias, além do advento de terapêuticas mais adequadas, como da prostaglandina na dilatação do canal arterial em tantas cardiopatias canal arterial dependentes. Técnicas cirúrgicas corretivas representadas principalmente pela de Jatene na transposição das grandes artérias em 1975, orientaram a novos avanços em uma sequência produtiva. 


Com o advento da ecocardiografia nos idos de 1980, esse contexto clínico-cirúrgico evolutivo se tornou ainda mais facilitado e enriquecido. Daí, surgiu o espaço para a devida intromissão dos métodos entre si, o clínico, o hemodinâmico e o cirúrgico em uma evolução que tornou a especialidade em uma maior  inteiração, e assim com mais recursos que possibilitaram a melhores resultados. A especialidade foi se tornando mais consistente, a ponto de hoje com toda a  expansão obtida,  poder se envolver adequadamente no manejo das cardiopatias, desde o feto até a idade adulta.


Em resumo, a especialidade passou do seu início caracterizado pela grande procura e com consequentes descobertas, para a etapa atual de consolidação do grande progresso em todos os campos, diagnóstico, terapêutico e cirúrgico.


A busca incessante seguindo o espírito de liderança de sua fundadora orientou ao cuidado mais adequado das  cardiopatias, completando os ideais traçados inicialmente da especialidade. Muitos nomes se envolveram nessa história transformadora, e permitam-me representá-los por Munir Ebaid na Clínica, Valmir Fontes na Hemodinâmica, Miguel Barbero-Marcial na Cirurgia, no destaque de cada um.


Nesse contexto atual, o DCC/CP se sente responsável pela união maior ainda de todos os serviços de Cardiologia  Pediátrica do Brasil a poder alavancar um maior potencial ainda  em direção a tantos outros objetivos a serem alcançados e desfrutados em conjunto.


Enfim, a Cardiologia Pediátrica une a todos na busca de soluções e o DCC/CP  reconhece que os objetivos criados se tornem alcançados e consolidados, e ainda seus resultados sejam compartilhados em um conjunto de ações mais promissoras.

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Prof.
Edmar Atik